X Congresso de Endoscopia do Rio de Janeiro

Evento reune especialistas e debate inovação, terapêutica e qualidade em endoscopia

X Congresso de Endoscopia do Rio de Janeiro

A décima edição do Congresso de Endoscopia do Rio de Janeiro aconteceu nos dias 22 e 23 de maio de 2026, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais da área para dois dias de intensa atualização científica, troca de experiências e discussões sobre os principais avanços da endoscopia digestiva.

Com uma programação ampla e multidisciplinar, o encontro abordou desde formação médica e terapêutica avançada até inteligência artificial, qualidade em colonoscopia, obesidade, oncologia e procedimentos de terceiro espaço.

A abertura oficial foi conduzida pela presidente da SOBED-RJ, Mariceli Costa, seguida de uma atualização sobre formação do endoscopista, abordando residência médica, centros de treinamento da SOBED e os caminhos para obtenção do título de especialista e titularidade.

Entre os destaques do primeiro dia esteve a masterclass sobre acalasia e POEM, ministrada por Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura (SP), além das discussões sobre hemorragia digestiva, hipertensão portal e radiointervenção em casos de urgência.

A programação também trouxe mesas-redondas dedicadas ao intestino delgado, ecoendoscopia clínica e obesidade, reunindo especialistas para debater métodos diagnósticos, cápsula endoscópica, lesões pancreáticas, lesões subepiteliais e o papel multidisciplinar no tratamento da obesidade.

Outro momento de destaque foi a sessão “Duelos de conduta”, que promoveu discussões práticas e controversas sobre diferentes abordagens terapêuticas em casos como LST colorretal, fístulas, deiscências e gastroparesia refratária.

A conferência sobre colangioscopia e o happy hour patrocinado encerraram a programação do primeiro dia.

No segundo dia, o congresso voltou o foco para qualidade, oncologia e situações da prática clínica. As atividades começaram com uma mesa-redonda sobre ecoendoscopia terapêutica, incluindo gastrojejunoanastomose e terapêutica em tumores pancreáticos.

As discussões seguiram com temas relacionados ao esôfago, incluindo diagnóstico e tratamento da esofagite eosinofílica, além de uma oficina prática sobre acessos enterais e gastrostomia.

A programação também contemplou debates sobre qualidade em colonoscopia, critérios técnicos, polipectomias e inovação tecnológica na endoscopia. Entre os temas mais atuais esteve a aplicação da inteligência artificial para ganho de eficiência nos exames endoscópicos.

O simpósio satélite da AstraZeneca abordou a influência da endoscopia no tratamento do câncer gástrico em 2026, reforçando a importância do diagnóstico precoce e das estratégias terapêuticas minimamente invasivas.

Outro destaque foi a mesa “Deu ruim: o que eu faço?”, dedicada à discussão prática de complicações em EDA, colonoscopia, CPRE e procedimentos de terceiro espaço.

O encerramento do congresso reuniu especialistas para debater câncer colorretal precoce, LST e critérios de escolha das técnicas terapêuticas, consolidando a proposta do evento de promover atualização científica, troca de experiências e integração entre profissionais da endoscopia digestiva.

Ao longo dos dois dias, o X Congresso de Endoscopia do Rio de Janeiro reafirmou sua relevância no calendário científico nacional, reunindo importantes nomes da especialidade e promovendo discussões fundamentais para a evolução da prática endoscópica no país.